Exercício nº 3

 

Proposta:

A forma como você se vê é muito importante na realização dos seus sonhos. Às vezes nos achamos comuns e simples demais e isso faz circular em nós uma energia só de sobrevivência, esquecendo de que todos nós temos um diferencial. É esse diferencial que traz cor e alegria a nossas existências. Todas as coisas simples que fazemos são extremamente importantes no nosso dia a dia, mas esse diferencial nos possibilita descobrir novos caminhos e exercitar nossas potencialidades. A natureza nos brinda com vários exemplos de transformação que se soubermos observar e avaliar, poderemos utilizar em nós.

Um exemplo interessante é o da lagarta. Simples, igual a tantas outras que com ela convivem, realizando sempre as mesmas tarefas. Tarefas de extrema importância no seu conjunto, mas aparentemente simplórias no individual. Mas na natureza, a lagarta é o aprendizado, a disciplina, as tarefas em conjunto, o acúmulo de experiências. Quando se sentem preparadas se isolam e formam sobre si uma proteção, um casulo, onde possam entrar em contato consigo mesmas e avaliar suas experiências. É nessa hora que vamos decidir se somos capazes de romper essa proteção, que nós mesmos criamos ou se vamos nos esconder e secar dentro dela. Temos de ter a coragem da lagarta, nos fechar dentro de um casulo e sermos capazes de romper essa proteção em busca das nossas conquistas. Romper a proteção é sempre difícil, nos causa às vezes dores e desconfortos, mas nós temos sempre de pensar nas alegrias de nossas próprias descobertas e romper essa proteção, permitindo que o nosso “eu” cheio de possibilidades seja descoberto em todo seu potencial, e assim nos descobrirmos um dia, lindas borboletas, coloridas, livres para escolher seu próprio caminho, semelhantes na beleza, mas sempre com algum diferencial na cor ou no estilo. Mas as borboletas não fazem outras borboletas. Elas botam ovos que se transformam em lagartas, assim cada uma terá sempre a sua oportunidade de descoberta, pois essa é nossa missão individual. Vamos libertar a borboleta que existe em cada um de nós.

 

Prática:

Deitados, em uma posição confortável, respiração calma e tranquila, vamos deixar nossa mente nos conduzir, nos guiar.

Vamos imaginar uma árvore, e nessa árvore seus galhos, suas folhas bem verdes. Vamos olhar uma folha em especial. Nessa folha se encontram vários ovinhos pequenos e brancos. Estamos dentro de um desses ovos e começamos a sair dele. Reparamos que todos os outros ovos também se rompem e vários seres iguais buscam seu espaço. A dificuldade de locomoção é igual para todos, mas o nosso instinto nos manda caminhar em busca de alimento. Nos rastejamos com dificuldade até alcançarmos as folhas e assim começamos a descobrir aos poucos as várias formas de conseguir alimento. A cada folha nova que alcançamos, sentimos a necessidade de buscar outras e assim iniciamos uma busca de diferentes possibilidades. A nossa primeira função é encontrar alimento e conhecimento. Em determinado momento nos sentimos pesados e sentimos necessidade de parar. Começamos então a pensar em todas as experiências pelas quais passamos e esses pensamentos vão lentamente nos envolvendo, como um véu, formando em torno de nós uma proteção, que nos isola de tudo e assim vamos nos olhando por dentro, avaliando tudo aquilo por que passamos e de toda a bagagem que adquirimos ao longo desse tempo de aprendizado. Algumas lembranças nos alegram, outras nos entristecem e vamos nos aprofundando cada vez mais em nós mesmos e essa nossa proteção aumenta e se fortalece, mas de repente, sentimos uma necessidade de sair do  casulo e descobrir o mundo fora nós. No início sentimos receio em abandonar nossa segurança, mas uma força enorme nos impulsiona através do desconhecido e nos faz começar a quebrar esse casulo. Com dificuldade, lentamente vamos nos libertando de nossa proteção e para nossa surpresa, percebemos que não somos mais lagartas simples e limitadas, somos lindas borboletas coloridas, livres para escolher seu caminho, repletos de conhecimento e capazes de alcançar lugares antes inimagináveis. Parecidas com as outras borboletas, porém com características próprias e capazes de seguir em direção aos nossos sonhos com mais sabedoria.

Em silêncio buscamos retomar o contato com nosso corpo físico. Percebemos nossa respiração. Estamos calmos. Uma sensação de liberdade invade nosso ser. Pensamos no Criador e na beleza de sua criação. Somos felizes. Estamos em Paz.