Exercício nº 2

  

Proposta:

Quando estamos nos sentindo parados, amedrontados diante dos problemas e das coisas desconhecidas e não conseguimos enxergar soluções, caminhos ou mesmo a nossa capacidade para enfrentá-los, devemos imaginar que somos uma semente. Que guardado dentro de nós existem inúmeras possibilidades e potencialidades desconhecidas e que para encontrá-las devemos ter a coragem de plantar essa semente. Nos preparar para enfrentar o desconhecido sem medos, sem receios, descobrindo em nós forças adormecidas e encarando nossos medos, nossas falhas, usando-os a nosso favor.

Colocamos essa semente em terra fértil, úmida e agradável, onde possamos por algum tempo olhar para dentro de nós, sem interferências externas. Aproveitamos este momento em que nos sentimos protegidos para trabalhar em nós, nossos medos, nossas expectativas e nossa ansiedade. Devemos  imaginar nos libertando da casca dura que nos protege, sentindo a terra fazendo resistência a nós, a força que temos de fazer para alcançar a luz e de repente, a grande alegria ao vislumbrar os primeiros raios do sol nos aquecendo e nos fortalecendo. Os cuidados com as ervas daninhas e pragas que tentam tirar de nós o alimento. A determinação em conquistar nosso espaço e criar nossas raízes cada vez mais profundas, garantindo não só nosso alimento, mas também alicerçando com vontade, nossos sonhos e desejos. Engrossamos nosso caule, enchemos nossos galhos de folhas, flores e frutos. Resistimos as tempestades, as ventanias. Perdemos alguns galhos, mas sentimos cada vez mais firmeza em nossas raízes. Por algumas vezes secamos. Nossas folhas e frutos caem e nos sentimos desanimados.

Mas, de nossas raízes, sentimos tamanha vibração, que novamente nos organizamos e produzimos uma seiva ainda melhor, que corre através de nós e nos proporciona um novo ânimo. E vemos brotar em nós, folhas mais verdes, flores mais bonitas e frutos ainda mais saborosos. Então, nos sentimos felizes, equilibrados e em paz.

 

Prática:

Vamos nos colocar em uma posição confortável, onde possamos relaxar cada músculo do nosso corpo. Nossa respiração deve ser tranquila e calma.

Pensemos em nós como se fossemos uma semente, dura, firme, guardando dentro de si uma bagagem enorme. Vamos imaginar um pedaço de terra, no local onde melhor nos agrade e lá colocar nossa semente. Sentimos a terra como um agasalho, nos aquecendo e nos alimentando, umedecendo nossa casca, permitindo lentamente nossa liberdade. Conforme vamos saindo de dentro da semente, sentimos a resistência que a terra faz sobre nós e a força que temos de fazer para encontrar nosso caminho. Instintivamente buscamos a luz e o calor do sol, mas ao mesmo tempo sentimos a necessidade de lançar uma parte de nós em direção a terra, criando raízes sólidas que nos permitam caminhar com firmeza na busca da luz. Conforme vamos rompendo a terra, crescemos nas duas direções, até que  percebemos a luz e o calor. Estamos fora da terra e tudo a nossa volta nos encanta, o céu azul, os pássaros, a leve brisa que passa por entre as árvores. Ao mesmo tempo sentimos que estamos firmes e prontos para nos desenvolver de forma plena.

A cada raio de sol, a cada chuva que nos molha, nos sentimos mais fortes. Aumentamos nossas raízes para podermos nos alimentar e alicerçar nossos objetivos. Engrossamos nosso caule, consolidando nossas propostas. Enchemos nossos galhos de folhas bonitas, verdes e saudáveis, criando em torno de nós uma aura de beleza, de paz e determinação. Produzimos flores lindas, que representam nossos sonhos e aspirações e nos frutos vemos a concretização desses sonhos. Essa bela árvore que vemos, somos nós. E cada um é capaz de criá-la, mas cuidando dela todos os dias, afastando as pragas e os parasitas, olhando-a como um todo, da raiz ao fruto, sendo sempre útil a si e a natureza que a cerca.

Agora vamos buscar retornar do nosso exercício com toda tranquilidade. Percebemos nossa suave respiração. Uma leve sensação de paz invade todo nosso ser. Realizados e felizes, estamos prontos para uma nova jornada.